09/03/2016

Em meio à crise política, deputados da oposição e governistas se uniram para aprovar o projeto que, independentemente da regulamentação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), libera a “pílula do câncer”, como a fosfoetanolamina sintética ficou conhecida.

A substância teve a produção suspensa pela Universidade de São Paulo, por causa da falta de registro sanitário. Sem o medicamento, diversos pacientes recorreram à Justiça.

O projeto parte do pressuposto da autonomia humana, que considera o direito que cada indivíduo tem de fazer suas próprias escolhas e assumir a responsabilidade por elas.

"Ora, se não há mais alternativas terapêuticas eficazes, se o estágio do câncer não deixa muitas saídas médicas para o paciente, nada mais justo que ele possa ter o direito de escolher o que consumir, de tentar outros caminhos e alternativas, mesmo que estes ainda estejam no campo experimental”, diz trecho da justificativa do projeto.

PAI BOLSONARO
Embora seja de autoria de 26 deputados e esteja apensado a um projeto que obriga a União a distribuir a substância a quem comprove o diagnóstico de neoplasia maligna, o texto ficou conhecido como projeto do Bolsonaro.

O deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) é um dos principais defensores da autorização da fosfoetanolamina. Pouco antes do início da votação, ele fez um apelo aos colegas:

Câncer não tem partido. O partido do câncer é o cemitério. Tem gente desesperada nos assistindo agora. Eu duvido que alguém aqui não tenha um parente, um amigo acometido desse mal. Nós podemos agora dar uma esperança a essas pessoas.”

Por: Grasielle Castro
Fonte: Brasil Post
Post: G. Gomes
Canal:www.deljipa.blogspot.com.br
Reações:

0 comentários:

Postar um comentário

Faça seu Comentário, com responsabilidade:

Entre com o Email

Seja o primeiro a saber

Utilidades











Instagram


Top Comentaristas

Random Posts

Os Mais Acessados