19/03/2017

Deu no New York Times: as maiores empresas brasileiras de alimentos pagam propinas a fiscais agropecuários para servir carne podre nas merendas escolares e também para exportar carne com salmonella para a Europa.

Deu na BBC: a carne que o Brasil exporta para a Europa e outros países é podre.

Deu no Agriland, um dos principais sites agrícolas do mundo: autoridades brasileiras estão desesperadas para marcar reuniões com embaixadores internacionais, de modo a evitar sanções a exportações brasileiras.

Deu no Global Meat News, outro site especializado: eram procedentes as suspeitas de que o Brasil vendia carne contaminada para a Europa.

As consequências dessas manchetes sensacionalistas são óbvias. Os países ricos erguerão barreiras sanitárias contra as exportações brasileiras e o País perderá vendas internacionais de US$ 15 bilhões ao ano. Registre-se que as carnes são o terceiro item da pauta brasileira de exportações, atrás apenas da soja e do minério de ferro.

Com o fechamento das exportações, a primeira consequência interna será a demissão de centenas de milhares de trabalhadores, num país que já tem 13 milhões de desempregados e vive a maior depressão econômica de sua história.

Para os fazendeiros, o impacto será também devastador. Sem o mercado internacional, a carne brasileira será despejada no mercado interno, reduzindo o valor da arroba do boi e a rentabilidade da pecuária. Os preços das terras cairão ainda mais, assim como a arrecadação de impostos. GRAÇAS A DEUS!

Tudo porque uma operação da Polícia Federal, batizada de Carne Fraca, foi conduzida com a tradicional pirotecnia e focou sua divulgação em aspectos sanitários.

A mensagem da PF foi clara: os brasileiros comem papelão e produtos cancerígenos nas merendas escolares e nos churrascos do fim de semana.

Com isso, os frigoríficos serão a terceira cadeia produtiva destruída por operações policiais. As construtoras brasileiras, que disputavam mercados no mundo inteiro, já foram para o saco. Os fornecedores do setor de óleo e gás quebraram. E agora é a vez das empresas de alimentos. SERIA MELHOR CONTINUAR COMENDO CARNE ESTRAGADA?

Um lado da moeda: Enquanto o Brasil é destruído sob o aplauso dos ignorantes, os concorrentes internacionais comemoram.

O outro lado da moeda: Agora querer culpar a Polícia Federal por revelar mais esse crime cometido pelo cartel dos empresários do ramo, sob a égide do volume de exportação e fazer com que a população coma carne estragada, é outra história.

E tem mais: Nunca vimos ou tomamos conhecimento de carnes que foram embargadas ou tornadas imprópria para o consumo por fiscais do setor no Brasil, a não ser que seja de pequenos criadores, ai sim tem fiscais, vigilância sanitária e o escambal para pressionar o produtor pobre a vender seu rebanho aos grandes frigoríficos. Cartel da carne! 

Muita gente querendo encobrir as patifarias cometidos por empresários no Brasil, agora se colocam como vítimas, querem ser aplaudidos?   Então tem agir com transparentaria e honestidade.

Informações: plantãobrasil
Post: G. Gomes
Canal: www.deljipa.blogspot.com.br
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