16/05/2017

O juiz federal Sérgio Moro, responsável pela Operação Lava Jato, se mostrou preocupado com as últimas decisões do Supremo Tribunal Federal (STF). Já foram soltos quatro presos da Lava Jato, o ex-ministro José Dirceu, o pecuarista José Carlos Bumlai, o ex-assessor do PP João Cláudio Genu e o empresário Eike Batista, esse último preso pela Operação Calicute, que seria uma deflagração da Lava Jato, no Rio de Janeiro.

Moro decidiu enviar um ofício ao relator da Lava Jato na Corte, o ministro Edson Fachin, pedindo para que o ex-ministro Antonio Palocci não seja solto. No ofício, o juiz ressalta todas as denúncias contra Palocci. Segundo o magistrado, a liberdade do ex-ministro, que fez parte dos governos Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, poderia ocasionar mais corrupção, já que as autoridades brasileiras não têm condições de monitorar todos os passos dos condenados em prisão domiciliar..

De acordo com o juiz, se na época do Mensalão, se tivessem sido realizadas prisões preventivas, talvez a Petrobras não teria sido tão devastada pela corrupção. Alguns dos personagens que tiveram ênfase nos crimes do Mensalão são também protagonistas dos crimes na Lava Jato.

Atividades Criminais
Moro disse que não pretende realizar nenhum tipo de crítica ao STF, mas admite que caso tivessem ocorridos as prisões preventivas dos chefes de organizações criminosas do Mensalão, hoje as coisas poderiam ser diferentes.

No final da mensagem ao ministro Fachin, o juiz disse que por mais que a prisão preventiva seja uma forma drástica de punir alguém, é o único instrumento capaz de interromper atividades criminais.

Redação: NBO
Edição:G. Gomes
Canal: www.deljipa.blogspot.com.br
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