01/06/2017

Acusado pela Lava Jato de operar propinas para o PMDB, Lúcio Funaro negocia uma delação premiada com a Procuradoria-Geral da República que envolve o presidente Michel Temer e seus principais aliados, incluindo ministros e ex-ministros.

Funaro é peça-chave na Lava Jato. Ele é apontado como uma espécie de braço financeiro do esquema do PMDB, em razão de sua proximidade com o ex-deputado Eduardo Cunha.

Na operação Patmos, deflagrada a partir das revelações de Joesley Batista, uma irmã de Funaro foi presa por ter recebido uma mala de dinheiro em uma das operações controladas da Polícia Federal.

Joesley disse aos procuradores que estava pagando uma mesada de R$ 400 mil para manter Funaro calado na prisão.

Ele foi preso pela Lava Jato no ano passado, sob a acusação de intermediar propinas no fundo de investimento do FGTS, o FI-FGTS. Na semana retrasada, uma nova ordem de prisão foi expedida contra ele e sua irmã foi presa pela Lava Jato. Eles são acusados de receber propina da JBS em troca de silêncio.

Funaro negocia uma delação premiada que, em razão dos citados, deverá ser analisada pela Procuradoria-Geral da República e, depois, pelo Supremo Tribunal Federal.

Ele pretende falar sobre ordens para fazer de pagamentos de fornecedores de campanha, em 2012 e 2014, em dinheiro vivo, a pedido de Michel Temer.

Moreira Franco
Um dos casos envolve o amigo pessoal de Temer, o advogado José Yunes. Esse advogado foi acusado por um delator da Odebrecht de ser o canal de caixa dois em uma entrega de dinheiro vivo em seu escritório, em 2014, como revelou o site BUZZFEED. Yunes afirma que Funaro deixou um pacote em seu escritório.

Outro citado durante a negociação de sua delação é o ministro da secretaria-geral da presidência, Moreira Franco. Lúcio é acusado de operar propinas no FI-FGTS no período em que o ministro ocupava uma vice-presidência da Caixa Econômica.

Há ainda um ponto delicado para Temer no que Funaro pretende falar. Trata-se do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, o principal fiador do governo Temer junto ao mercado financeiro.

Antes de ser ministro, Meirelles era presidente do conselho consultivo da J&F. Em outras palavras, ele era homem forte do grupo empresarial comandado por Joesley Batista o delator que gravou Temer e o senador Aécio Neves (PSDB-MG).

Lúcio Funaro diz ter informações reveladoras sobre os motivos da contratação de Henrique Meirelles e qual sua função no grupo empresarial de Joesley Batista.

Um depoimento sobre Henrique Meirelles pode ser explosivo uma vez que Funaro tinha papel relevante nos bastidores da JBS.

Lúcio Funaro tinha um contrato de R$ 100 milhões com o grupo de Joesley Batista, como comissão por destravar negócios da JBS. A PGR suspeita que era uma forma de mascarar propina.

Por: NBO
Capa: http://encurtador.com.br/dkszZ
Edição: G. Gomes
Para: www.deljipa.blogspot.com.br
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