13/10/2017

Juiz federal Sérgio Moro, responsável pelas investigações da Lava Jato
Nesta última sexta-feira, 13 de outubro, o juiz federal Sérgio Moro responsável pelas investigações da Operação Lava Jato, colocou a defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em "apuros"  por causa do prazo estabelecido para a apresentação dos recibos originais do aluguel de um imóvel localizado na cidade de São Bernardo do Campo, ABC paulista.

A partir desta segunda-feira será contado um prazo de dez dias para que a defesa de Lula tome conhecimento da intimação feita pelo juiz. Após esse prazo, será estabelecido o tempo limite de 48 horas para que Lula apresente os valores originais dos recibos do aluguel, uma forma de prova para mostrar que o ex-presidente não recebeu propina da empreiteira Odebrecht.

O imóvel de São Bernardo é vizinho de Lula, a Justiça investiga se o estabelecimento não foi utilizado como uma parte das propinas pagas pela Odebrecht em favorecimento a Lula. O petista é investigado por crimes de corrupção e lavagem de dinheiro.

O juiz federal surpreendeu a defesa de Lula que propôs entregar os documentos com a presença de um perito especial. Os advogados do ex-presidente evidenciaram a necessidade de um perito para averiguar as condições dos recibos entregues em uma audiência formal. No entanto, Sérgio Moro avaliou que isso seria desnecessário e que a defesa poderia tirar cópias do documento, uma medida que segundo Moro já seria suficiente para evitar danos.

A defesa de Lula não gostou da atitude do juiz federal e disse se surpreender com Moro. Os advogados também enfatizaram que os recibos serão entregues dentro do prazo determinado pela Justiça.

Investigação

O proprietário do imóvel em São Bernardo, Costamarques, contou na Justiça que assinou todos os recibos dos aluguéis para a defesa de Lula enquanto ele estava internado no Hospital Sírio Libanês. Sérgio Moro pediu investigações no hospital para constatar que advogados de Lula estiveram no local para buscar os recibos assinados por Costamarques. No entanto, o hospital respondeu dizendo que não encontraram nenhuma evidência de visitas entre o advogado Roberto Teixeira no leito de Costamarques.

Nesta sexta-feira, Sérgio Moro ainda deu mais um prazo para que o hospital relacione entradas feitas pelo advogado de Lula, como visitante ou paciente.

Os procuradores do Ministério Público Federal (MPF) acreditam que Lula não pagou os aluguéis do imóvel e que isso foi pelo fato do ex-presidente receber o imóvel como parte de propinas da Odebrecht. Em documento apresentado por Lula, recibos foram assinados em datas que não existem no calendário.


Informações: Blastingnews
Post: G. Gomes
Canal: www.deljipa.blogspot.com.br
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