05/12/2016

Workshop Integração”, o evento foi destinado aos servidores da Sesdec
"O medo que temos do novo não pode nos fazer recuar”. A expressão utilizada pela psicopedagoga Aurineide Braga aponta para a direção que o governo pretende em relação ao setor de segurança em Rondônia, depois que forem inauguradas as Unidades Integradas de Segurança Pública (Unisp) em Porto Velho e no interior do Estado. 

Um treinamento para 100 servidores que serão lotados nas Unidades Integradas Leste e Sul faz parte da estratégia de melhoria nesse departamento. É iniciativa do governo do Estado em parceria entre Secretaria de Estado da Segurança, Defesa e Cidadania (Sesdec) e Superintendência de Assuntos Estratégicos do Governo (Seae). Denominado “Workshop Integração”, o evento foi destinado aos servidores da Sesdec, quarta (30) e quinta (1).
Workshop Integração”, o evento foi destinado aos servidores da Sesdec

A ideia é agrupar no mesmo espaço, pessoas que vão trabalhar nas Unisps, para que haja a partir de então, o alinhamento organizacional: padronização de linguagem, forma de trabalhar e relação interpessoal do efetivo e corporações distintas, para proporcionar um grau de satisfação que permita maior produtividade que vislumbra excelência no atendimento à população.

Ficou claro para os servidores que, “uma vez instalados nas Unisps, todos são Unisps, independente da corporação a que pertence”, disse a palestrante Aurineide Braga. Entretanto, ressaltou a psicopedagoga, as particularidades de cada uma das corporações serão respeitadas, o que não leva, sob nenhuma hipótese, a perda da identidade.

Numa só unidade teremos as quatro forças de segurança do Estado. Isso facilitará a condução dos trabalhos com vista ao bom desempenho, que tem como objetivo, melhor atendimento à população, além de representar economia para o Estado, disse o secretário de Segurança, coronel Lioberto Caetano, enfatizar o empenho do governador Confúcio Moura, na construção da unidade entre as forças de segurança, desde o primeiro mandato.

A integração, de acordo com o secretário, não pode ser feita por portaria. A portaria é protocolar, pois está contida nas leis do Estado. Todavia, ressalta Caetano, a nossa proposta é, ao seguir esse protocolo de forma livre, fazer com que o servidor identifique a melhor maneira de cumprir as regras. Se transformar numa pessoa melhor e, por consequência, ser um profissional qualificado. A integração, portanto, é bem mais que trabalhar no mesmo espaço físico. É integrar as pessoas.

Quando o servidor trabalha entusiasmado, gosta do que faz, é treinado para tal, o serviço oferecido à sociedade é satisfatório”, disse. O secretário afirma que não há possibilidade de um trabalho de excelência, internamente, se as corporações não conseguem se resolver como instituições integradas. É essa integração que o governo de Confúcio Moura pretende.

A palestrante – doutoranda em Ciência da Informação – ressaltou a iniciativa do governo. Ela frisou ainda que este método, aplicado à dinâmica de grupo, é a melhor maneira de treinar profissionais para o convívio necessário cotidiano. “Esse convívio começou durante o treinamento”. A dinâmica, hora trabalha com tarefas fictícias, hora com a realidade. Isso permitiu colocar frente a frente ou lado a lado, algumas pessoas do grupo que, sequer, haviam se cumprimentado um dia.

Poderíamos trazer palestras e falar dois dias seguidos, mas isso é muito cansativo, nada produtivo e as pessoas vão embora”. Por isso, explica a facilitadora – mestre em administração – foi adotado a dinâmica de grupo para que houvesse a interação que se pretende para as forças de segurança. O resultado foi o comprometimento. A exceção de duas ou três pessoas, todos permaneceram no local os dois dias, até o último minuto.
O coronel PM José Hélio Carneiros Pachá participou do treinamento. Na avaliação dele, a interação entre as instituições que ocuparão as Unisps, ganha. Para o coronel, o evento se torna importante, a partir do momento em que as pessoas passam a se conhecer melhor quebrando as barreiras que a própria farda impõe, o jaleco ou a distância entre as instituições. “As pessoas estão nos vendo sem as fardas como pessoas comuns que todos somos. A gente pode tirar essas mesmas conclusões dos companheiros da Polícia Civil”, analisa.

O delegado de Polícia Civil Luis Roberto disse que o treinamento trás a sensação de pertencimento, legitimidade da atuação dentro das unidades integradas. André destacou: “é bom termos um padrão e o que estamos trazendo para Rondônia, com esse grau de envolvimento, é possível não tenha ainda em outros estados”. O delegado disse também que “a quebra de paradigma nos permite fazer algo diferente para atender aos anseios da sociedade”.

A metodologia aplicada pela facilitadora foi bastante elogiada pelos participantes. A palestrante – especialista em dinâmica de grupos – afirmou que não havia outra expectativa que não fosse a do engajamento total, pois já trabalhou o método em várias outras cidades brasileiras. No caso em questão, ao invés de somente ouvir, os servidores foram os protagonistas, formando assim a unidade entre setores. “Grupo é grupo, Isso é uma coisa. Equipe é equipe, é bem diferente e melhor”, disse a palestrante.

Na avaliação da Superintende de Assuntos Estratégicos, Rosana Vieira, organizadora do evento, tudo isso, levado a sério e praticado no dia a dia nas unidades de Segurança, pode se tornar referencia e parâmetro para modelos que se pretende implantar em outras unidades da federação.

Para Ivaneide Soares, Perita Criminal da Politec o importante, nesse contexto, é exatamente a possibilidade de interação entre as corporações, “para que possamos desenvolver um serviço de melhor qualidade”. Ivaneide disse que, quando ocorre esse tipo de evento, a sociedade é beneficiada.

Na mesma linha de pensamento, segue o tenente do Corpo de Bombeiro, Mário Vergotti. Ele afirmou que o curso é muito importante para que arestas entre as instituições sejam aparadas para traçar rumos que permitam a integração efetiva. “Não basta estarmos alocados no mesmo lugar. Precisamos realmente trabalhar unidos e coesos afim de obter o mesmo objetivo”, finalizou.

Nossa Observação
Nossas considerações apontam para grandes falhas em sistemas semelhantes como é o caso do Shopping Cidadão, no começo são mil maravilhas para passa uma ideia de competência e presteza, mas logo os problemas começam a surgir nos prédios que além de distantes da população, os servidores até por falta de investimentos, não prestam um bom serviço em tempo integral. Parece mais uma atitude de politicagem. A população quer esse tipo  serviço na maioria dos bairros e não centralizar, pois isso afasta o poder publico das Comunidades.

Outra coisa, ao afastar o pode público dos bairros, os bandidos tomam de conta, um bom exemplo disso são as favelas do Rio de Janeiro, agora os governos tentam invadir as comunidades para conquistar territórios e batem de frente com os marginais bem armados e com excelente situação econômica, e tudo que a polícia faz tem um efeito negativo, pois mesmo que um bandido mate um morador da Comunidade, eles vão dizer que foi a policia quem atirou. Melhor ocupar as Comunidades enquanto é tempo senhores gestores.

Com certeza as verbas usadas em Unips são do Governo Federal, pois o estado não investe na Segurança pública como deve ser.
 
Fonte: Secom -RO
Post: G. Gomes
Canal: www.deljipa.blogspot.com.br

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