24/05/2017

O líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros (AL), disse nesta terça-feira que demitiria o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, caso ocupasse a Presidência da República, e defendeu uma renúncia negociada do presidente Michel Temer que inclua eleição indireta para presidente e convocação de eleições gerais no anos que vem, com uma Assembleia Constituinte.

Durante sessão da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, Renan também criticou a proposta de reforma trabalhista, que era pauta de discussão do colegiado, e afirmou que um governo impopular como o de Temer não pode fazer reformas estruturais.

"Se eu fosse presidente da República, eu ontem teria demitido o ministro Meirelles, que saiu do silêncio do seu gabinete para dizer à imprensa em coletiva que com Michel ou sem Michel ele ia tocar essas reformas no Brasil. O grau de complexidade que vivemos hoje no Brasil não comporta mais essa ingênua declaração", disparou o senador, líder do PMDB, mesmo partido de Temer.

Renan disse que a experiência internacional mostra que a flexibilização de direitos trabalhistas tem como reflexo imediatamente o "achatamento da massa salarial" e defendeu a ampliação do leque de reformas para incluir a taxação do capital e da distribuição de dividendos.

"É muito importante que nós discutamos mais essa matéria. Votar essa matéria hoje, ou ler esse relatório hoje, de solavanco, de afogadilho, colocando goela abaixo de algumas pessoas para que o Legislativo demonstre que o Executivo não está paralisado, que está com um rumo predefinido, isso sinceramente não pode acontecer", disse.

"É inadmissível que um governo com essa rejeição queira fazer uma reforma estruturante unilateral. Isso não vai acontecer, não pode acontecer."

Ao mesmo tempo que criticou a decisão da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de apresentar um pedido de abertura de processo de impeachment contra Temer, em meio a acusações de que é alvo no âmbito da delação do empresário Joesley Batista, um dos donos da JBS, Renan defendeu que se dialogue com o presidente para que se chegue a uma transição "negociada e rápida".

"Defender impeachment nesta hora é dizer, em outras palavras, em português claro, que não aprendeu nada com os últimos meses, com os últimos anos no Brasil."

"O melhor era que nós conversássemos com o presidente para que ele entenda o seu papel histórico a cumprir, façamos uma transição negociada --rápida e negociada-- elejamos um presidente da República, um vice-presidente da República, garantamos eleições gerais em 2018 com Assembleia Nacional Constituinte", defendeu o senador, que já foi citado em depoimentos de delatores da operação Lava Jato.

Fonte: Reuters
Por: Eduardo Simões, em São Paulo
Post: G. Gomes
Canal: www.deljipa.blogspot.com.br
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