Em ataque a presidente Dilma Rousseff, Renan diz que 'faltou protagonismo' do Governo para aprovar Reforma Política
Irritado com a presidente Dilma Rousseff, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) disse nesta terça-feira (17) que "faltou protagonismo" do governo e do PT para aprovar a reforma política.
Os projetos que mudam o sistema eleitoral brasileiro foram apresentados pela presidente e por ministros dela como uma das resposta para a onde protestos que tomou as ruas do País no domingo (15).
Segundo Renan, o Senado chegou a apreciar, há mais de uma década, alterações no sistema político, mas a reforma enfrentou resistências entre os deputados. “Faltou, sobretudo nesses momentos, o protagonismo do governo e o protagonismo do PT."
“Eu espero que a partir de agora, com o protagonismo da presidente da República e com o protagonismo do seu partido, o PT, nós tenhamos condições de levar adiante essa reforma política e entregar ao Brasil uma nova política."
O presidente do Senado aposta na gestão dele e do presidente da Câmara, Eduardo Cunha, também do PMDB, para agilizar a reforma. Em um ato político do partido para apresentar a proposta de reforma do partido, Renan disse ainda que, com o PMDB no comando das duas Casas, eles podem estabelecer uma pauta expressa para que os projetos sejam apreciados rapidamente.
Renan tem alfinetado a presidente desde que soube que seu nome apareceria na lista que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, encaminhou para o Supremo Tribunal Federal com nomes de políticos e recomendações de abertura de investigação por suposto envolvimento nos ilícitos apurados na Operação Lava Jato.
Ele diz acreditar que o procurador sofreu influência do governo na hora de elaborar a relação. Entre os atos de revolta, o peemedebista chegou a devolver uma medida provisória editada pela petista.
A reforma política do PMDB, entretanto, não agrada a maioria dos petistas. Um ponto crucial que o PT não abre mão é o fim do financiamento empresarial de campanha. Já o PMDB defende a participação do setor privado.
No ato do partido, o vice-presidente, Michel Temer, ressaltou que o Legislativo será o protagonista absoluto da proposta.
Fonte:Brasil Post
Conteúdo: Estadão
Post:G.Gomes
Canal: www.deljipa.blogspot.com.br
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