Mais uma vez a Câmara dos Deputados articula salvar os políticos que cometeram crime de caixa 2.
Depois de segurar o plenário por oito horas sem nenhum projeto em votação, a sessão de quarta-feira (23) foi encerrada assim que vazou um suposto texto que evidencia como os deputados planejam anistiar aqueles que não declararam tudo que receberam para financiar a campanha eleitoral.
A emenda apócrifa perdoa todo tipo de doação, inclusive as ilegais. O texto que supostamente seria incluído no pacote anticorrupção diz que:
“Não será punível nas esferas penal, civil e eleitoral, doação contabilizada, não contabilizada ou não declarada, omitida ou ocultada de bens, valores ou serviços, para financiamento de atividade político-partidária ou eleitoral realizada até a data da publicação desta lei.”
O Deputado Chico Alencar gritou muito contra esta manobra:
ESTÃO ARMANDO!
Em recuperação de uma cirurgia emergencial de vesícula e hérnia (realizada com a competência de sempre pelos servidores do HU da UFRJ), acompanho preocupado a votação das medidas contra a corrupção, na Câmara dos Deputados.
O pulo do gato - ou dos ratos - seria (será?) a aprovação dessa emenda (ou de similar), um escândalo total. Os mutreteiros da anistia ao Caixa Dois querem blindar seus partidos até da delação da Odebrecht, que está para chegar. A valorosa bancada do PSOL na Câmara está atenta.
Sabemos que "em Brasília, de madrugada, todos os 'gastos' são pardos" (Millôr).
Denunciaremos, resistiremos!
Mais uma vez a Câmara dos Deputados articula salvar os políticos que cometeram crime de caixa 2.
Depois de segurar o plenário por oito horas sem nenhum projeto em votação, a sessão de quarta-feira (23) foi encerrada assim que vazou um suposto texto que evidencia como os deputados planejam anistiar aqueles que não declararam tudo que receberam para financiar a campanha eleitoral.
A emenda apócrifa(falsa, suspeita) perdoa todo tipo de doação, inclusive as ilegais. O texto que supostamente seria incluído no pacote anticorrupção diz que:
“Não será punível nas esferas penal, civil e eleitoral, doação contabilizada, não contabilizada ou não declarada, omitida ou ocultada de bens, valores ou serviços, para financiamento de atividade político-partidária ou eleitoral realizada até a data da publicação desta lei.”
A imagem que foi parar nas redes sociais estava circulando entre deputados do PT e PCdoB, que integram a Liderança da Minoria. Integrantes de outros partidos como PMDB, PR, PDT, SD e PTB também estariam envolvidos na articulação.
Ao Brasil Brasil, o procurador Deltan Dallagnol, integrante da força tarefa da Lava Jato, e um dos patrocinadores das medidas de combate à corrupção, considerou a medida um retrocesso. O procurador, porém, evitou comentar porque o texto não tem origem clara.
Nos bastidores da comissão especial que aprovou o pacote anticorrupção, a preocupação era sobre como apresentar o perdão ao caixa 2. As principais articulações envolviam uma emenda aglutinativa ou uma supressiva. Não estava claro quem ia colocar a digital no projeto.
Diante da repercussão negativa, o pacote deverá ser analisado no plenário na próxima semana. Primeiro secretário da Casa, o deputado Beto Mansur (PRB-SP) afirmou ao Brasil Post que não há clima nem previsão de quórum para votar a medida nesta quinta-feira (24).
“Ainda tenho dúvidas sobre a legalidade do que foi votado. A comissão não viu o texto que foi aprovado, isso vai contra o regimento”, reclamou.
Aposta Recorrente
Esta é a segunda vez neste ano em que a Câmara tenta aprovar o perdão ao caixa 2. Em Setembro, deputados tentaram aprovar a medida sem alarde, mas foram impedidos pela reação da oposição. A medida beneficia principalmente alvos da Operação Lava Jato.
Fonte: Brasil Post
Por: Grasille de Castro
Post: G. Gomes
Canal: www.deljipa.blogspot.com.br
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