Manifestantes invadiram e incendiaram a sede municipal do Partido Comunista de Cuba (PCC) na cidade de Morón, na província de Ciego de Ávila, durante a madrugada deste sábado dia 14 de Março de 2026. O episódio ocorreu em meio à crescente insatisfação popular provocada pela crise energética e pela escassez de alimentos no país.
Segundo autoridades cubanas, cinco pessoas foram presas após o incidente, classificado pelo governo como ato de vandalismo.
Imagens divulgadas nas redes sociais mostram manifestantes retirando móveis, computadores e documentos do prédio do partido e ateando fogo ao material no meio da rua. Também houve danos em estabelecimentos próximos, incluindo uma farmácia e uma loja.
De acordo com a imprensa estatal cubana, o protesto começou de forma pacífica, mas acabou evoluindo para confrontos e depredação da sede do comitê municipal do Partido Comunista.
Moradores da região protestavam principalmente contra os prolongados apagões de energia elétrica e a escassez de produtos básicos, problemas que se intensificaram nos últimos meses. Em algumas regiões do país, cortes de energia têm chegado a mais de 15 horas por dia.
A crise energética é agravada pela falta de combustível. O governo cubano confirmou que a ilha não recebeu carregamentos de petróleo nos últimos três meses, situação que afeta diretamente o funcionamento das usinas termoelétricas responsáveis por grande parte da geração de energia no país.Nos últimos dias, manifestações conhecidas como “cacerolazos” — quando moradores batem panelas nas ruas ou de suas casas — têm sido registradas em várias cidades cubanas, incluindo bairros da capital Havana.
O presidente Miguel Díaz-Canel reconheceu a existência de insatisfação popular, mas afirmou que atos violentos não ficarão impunes. O governo também atribui parte da crise energética ao que chama de bloqueio energético imposto pelos Estados Unidos.
Autoridades informaram que o Ministério do Interior abriu investigação sobre o episódio em Morón.
Analistas observam que protestos desse tipo são relativamente raros em Cuba, onde o Partido Comunista mantém o monopólio político desde a revolução de 1959. O ataque ao prédio do partido em Morón foi considerado por especialistas um gesto simbólico de forte contestação ao regime em meio à pior crise econômica e energética enfrentada pela ilha em décadas.
Post: G. Gomes
Home: www.deljipa.blogspot.com
Informações: Diário GB
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